Os lisboetas têm uma pronúncia muito estranha, não acha?
Que não, até porque sou lisboeta.
Mas sim sim. O senhor nem se nota muito. Talvez seja de andar de um lado para outro. Mas os lisboetas mal se consegue perceber o que dizem.
E sabe outra coisa estranha dos lisboetas? Eles comem as natas à colher!
Natas?
Natas pois. Vocês chamam-lhes bolos de Belém, não é?
Não. Chamamos-lhes pastéis de nata. Pastéis de Belém são uma especialidade refinada do bolo.
E isso da colher não é bem assim. Uns usam a colher, mas a maioria acho que não. Eu não uso.
São mesmo estranhos, os lisboetas, lá insistiu a jovem.
Aconteceu ontem de manhã, à porta de um hipermercado, na Maia, Grande Porto. A miúda teria uns 23 a 24 anos e esperávamos pela abertura do lugar.
Surgiu um pergunta fortuita qualquer e lá começámos à conversa.
Só tinha vindo duas vezes a Lisboa, a primeira numa excursão da escola e as duas vezes sem ter pernoitado.
Ou seja, aos 23 anos o conhecimento da grande cidade deste país resume-se a umas poucas horas. O suficiente para concluir pela estranheza do seu linguajar.
Mas que conhecia muito bem a Galiza e até as Baleares.
Somos mesmo estranhos, os portugueses, digo agora eu.
o memorial que tornará imortal muito do que de mais imperdível se pôde ouvir/ver por aí
quinta-feira, 19 de março de 2015
quarta-feira, 11 de março de 2015
Notícias do senhor M
O senhor M tem hoje teste de Matemática.
Ontem à noite, confrontado com a necessidade de estudar para a coisa, o senhor M lá fez as suas exigências:
"Se querem que eu estude têm de escrever no papel contas tipo 2+2 igual a quantos e isso assim!"
"Que isso não chega", "essas contas eram para quando estavas no jardim de infância" e outros argumentos no género foram esgrimidos pelos mais crescidos da casa, tentando incentivar o senhor para as exigências da sua já adiantada idade.
Contrariado e muito vocal, lá foi resolvendo os problemas.
Esta manhã quisemos retomar a preparação, já no carro e a caminho da escola. Á primeira pergunta, o senhor M lá sentenciou: "esta é a única conta a que vou responder".
Lá acertou e por isso levou a melhor.
Não pude deixar de notar uma certa vocação de político ou até de jurista nesta sentença do senhor M.
Ontem à noite, confrontado com a necessidade de estudar para a coisa, o senhor M lá fez as suas exigências:
"Se querem que eu estude têm de escrever no papel contas tipo 2+2 igual a quantos e isso assim!"
"Que isso não chega", "essas contas eram para quando estavas no jardim de infância" e outros argumentos no género foram esgrimidos pelos mais crescidos da casa, tentando incentivar o senhor para as exigências da sua já adiantada idade.
Contrariado e muito vocal, lá foi resolvendo os problemas.
Esta manhã quisemos retomar a preparação, já no carro e a caminho da escola. Á primeira pergunta, o senhor M lá sentenciou: "esta é a única conta a que vou responder".
Lá acertou e por isso levou a melhor.
Não pude deixar de notar uma certa vocação de político ou até de jurista nesta sentença do senhor M.
terça-feira, 3 de março de 2015
Altruísmo (comercial) em Coimbra
Neste mês de saída do Inverno, a noite em Coimbra tem ainda poucos restaurantes abertos à noite. Mas os que abrem parece serem os melhores.
Por sensata sugestão amiga, tentei o "Zé Manel dos Ossos", mas a fila de espera era grande e os preços também podiam ser menores. Fica para a próxima.
Recorri depois ao meu porto seguro em Coimbra, os restaurantes da Praça do Comércio, onde invariavelmente degusto uma excitante chanfana de cabra.
Mas ontem a noite era feita a dois e alguma sisudez denotada no rosto do comparsa do momento levou-me a pedir conselho ao dono do restaurante da chanfana.
E então foi o festival, com o homem a perorar sobre uns 10 restaurantes que, ali bem perto, seriam então melhor opção que o seu próprio.
Um porque seria mais barato, outro mais típico, outro mais amplo, outro ainda porque era visitado por muitos turistas, o que significaria fama internacional, e por aí fora.
Não se lembrou o cavalheiro de nos recordar uma só qualidade em que a sua casa se pudesse destacar.
A isto chamo eu de altruísmo comercial. Ou será pura parvoíce?
O facto é que lá segui o seu conselho e lá encontrei a chanfana feita à moda da serra e também de fino calibre, na Adega do Paço do Conde, desde já uma nova e muito competitiva referência gastronómica em Coimbra. Por uns 3 euros a menos, coisa com a sua importância nos magriços tempos que vivemos.
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