D é uma criança traquina, irrequieta, alegre e brincalhona. Cinco anos de aperfeiçoamento levaram a que D tenha a capacidade de elevar qualquer um destes atributos a uma dimensão capaz de levar os
seus pais a algo muito próximo da loucura.
Combina tudo isso com uma doçura e meiguice latentes, que se revelam em
alguns inesperados momentos.
D tem um mano mais velho, o M, cujos labirintos da vida levaram
a que D apenas o consiga ver em semanas alternadas. Seguramente muito aquém dos desejos do pequeno D.
M é o seu herói, normalmente mais disponível para as suas brincadeiras e um modelo que procura imitar, sempre que possível. Até nos gostos, por exemplo, das artes do ilusionismo ou, na versão mais crente e infantil, da “Magia”. Quando M era da idade de D, praticava abundantemente esta arte. Hoje nem tanto. Mas D segue-lhe os passos e também gosta de “Magia”, sendo múltiplos os pedidos que faz ao irmão para que lhe passe os seus conhecimentos nesta área.
M é o seu herói, normalmente mais disponível para as suas brincadeiras e um modelo que procura imitar, sempre que possível. Até nos gostos, por exemplo, das artes do ilusionismo ou, na versão mais crente e infantil, da “Magia”. Quando M era da idade de D, praticava abundantemente esta arte. Hoje nem tanto. Mas D segue-lhe os passos e também gosta de “Magia”, sendo múltiplos os pedidos que faz ao irmão para que lhe passe os seus conhecimentos nesta área.
Num destes dias, D insistia para que M lhe ensinasse “Magia”.
M não estava para aí voltado e tentava descartar-se.
Numa última tentativa de persuasão, D dispara: “Mano, sabes
porque é que eu quero aprender magia? Porque se eu soubesse fazia um truque
para tu ficares comigo o tempo todo!”.
E derretemos todos, com o pequeno e irrequieto D.
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